segunda-feira, 31 de outubro de 2011
SAMI HILAL
Vive e trabalha em Vitória, ES. Capixaba de origem síria, Hilal Sami Hilal iniciou-se, nos anos 1970, no desenho e aquarela para depois decidir se aprofundar em técnicas japonesas de confecção do papel. A partir daí, com uma viagem ao Japão, sua pesquisa intensificou-se, resultando numa segunda viagem a esse país no final dos anos 1980. Cruzando influências culturais entre o Oriente e o Ocidente, entre a tradição moderna ocidental e a antiga arte islâmica, surgiram suas rendas. Confeccionadas com um material exclusivo, criado com celulose retirada de trapos de algodão e misturada com pigmentos, resina e pó de ferro e de alumínio, as rendas privilegiam a força gestual do artista. Que assim constrói a tela a partir de linhas que se cruzam, de cores que se revelam na mistura dos materiais e da sensação de ausência gerada pelos espaços em branco. O trabalho, colocado a curta distância da parede, beneficia-se das sombras projetadas, criando um rendilhado virtual. Algumas de suas obras são realizadas apenas com resina acrílica, criando o mesmo efeito visual. Esteve no Panorama da Arte Brasileira, MAM/SP, em 1998. Em 2007/2008 teve uma grande mostra de sua obra exposta no Museu da Vale, Vitória, Espírito Santo, com curadoria de Paulo Herkenhoff.
WESLWY DUKE LEE
Em 1952, foi estudar nos EUA, na Parson´s School of Design e na American Institute of Graphics Arts , na cidade de Nova York, onde estudou até 1955. Enquanto esteve nos EUA entrou em contato com as manifestações da Pop Art norte-americana influenciada pelo trabalho de artistas como Robert-Rauschenberg, Jasper Johns e Cy Twombly.
Retornou ao Brasil, depois viajou à Europa com o seu mestre Karl Platner até o ano de 1960, principalmente na Itália e na Áustria. Esteve em Paris para estudar na Academie de la Grande Chaumière e no ateliê de Johnny Friedlaender, colaborou em trabalhos publicitários, num dos quais foi premiado com o Oscar de La Publicité Française no ano de 1961, logo largaria a publicidade para se aprofundar no mundo das artes.Ainda em 1963, lançou o movimento Realismo Mágico ao lado de Pedro Manuel Gismondi, crítico de artes; Maria Cecília, pintora; Bernardo Cid, artista; Carlos Felipe Saldanha, escritor; e Otto Stupakoff, fotógrafo.
Com a colaboração de Otto Stupakoff criou uma feira industrial de ambientes e instalações, que foi selecionada para a exposição da 44ª Bienal de Veneza. No ano de 1964, recebeu a menção honrosa da 43ª Annual Exhibition of Advertising Art and Design e o prêmio Ampulheta na Biblioteca Municipal de São Paulo.
Em Los Angeles, participou do projeto Art and Technology, no Los Angeles County Museum of Art. Em Nova York, realizou suas primeiras obras com técnicas de cópia no Centro de Reprodução Xérox. Foi um profundo pesquisador das técnicas de fotocópias, vídeo e polaroid.
Em 1976, recebeu o prêmio de Melhor Pintor Paulista e, em 1993, de Melhor Exposição Retrospectiva, ambos os prêmios foram concedidos pela Associação Paulista de Críticos de Arte. A sua obra, além de pesquisas, é caracterizada por contextos sócio-políticos e pela inovação ao utilizar novas tecnologias.
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
POEMAS VIRTUAIS
Poesia visual pretende ser um tipo de poesia em que, abolindo-se certas distinções entre os gêneros como poesia, teatro, música, dança, pintura, escultura e outros, o texto, as imagens e os símbolos estão distribuídos de forma que o elemento visual pode assumir a principal função organizacional da obra, não dependendo da existência de símbolos de escrita para sua caracterização como poesia, embora não os excluindo. Sendo uma definição ainda polêmica da chamada "arte poética", o poeta Ferreira Gullar afastou-se do grupo de artistas neoconcretos por considerar que o conceito de poesia não deve se afastar do conceito de linguagem verbal.
Na França, a partir de 1962, o poeta Pierre Garnier cria um movimento chamado "Spatialisme" (espacialismo), lançando o seu manifesto « Manifeste pour une poésie nouvelle visuelle et phonique » (Manifesto por uma poesia nova visual e fônica) na revista Les Lettres, nº 29. Muito próximo da poesia concreta, os poetas Augusto e Haroldo de Campos, bem como Eugen Gomringer desenvolveram atividades em comum com este poeta. Este manifesto propõe uma nova poesia que explorasse o aspecto visual ou o sonoro, ou seja, uma poesia "para ver-se" e outra para "ouvir-se". Esta "poesia sonora" tem suas raízes nas vanguardas históricas, no dadaísta Hugo Ball, Raoul Hausmann e de Kurt Schwitters, em "Ursonate", aproximando-se da poesia "verbivocovisual" posteriormente proposta pelos concretistas paulistas.
Na França, a partir de 1962, o poeta Pierre Garnier cria um movimento chamado "Spatialisme" (espacialismo), lançando o seu manifesto « Manifeste pour une poésie nouvelle visuelle et phonique » (Manifesto por uma poesia nova visual e fônica) na revista Les Lettres, nº 29. Muito próximo da poesia concreta, os poetas Augusto e Haroldo de Campos, bem como Eugen Gomringer desenvolveram atividades em comum com este poeta. Este manifesto propõe uma nova poesia que explorasse o aspecto visual ou o sonoro, ou seja, uma poesia "para ver-se" e outra para "ouvir-se". Esta "poesia sonora" tem suas raízes nas vanguardas históricas, no dadaísta Hugo Ball, Raoul Hausmann e de Kurt Schwitters, em "Ursonate", aproximando-se da poesia "verbivocovisual" posteriormente proposta pelos concretistas paulistas.
domingo, 19 de junho de 2011
De que é feita música
Ignorando todas a inovações, como música concreta e outros bichos, música é feita de sons definidos. O que é um som definido? Uma determinada vibração que pode ser medida. Isso entra na parte física de propriedades do som, mas, como bons jornalistas, não entendemos nada de física. Portanto, vamos ao que interessa.
Música é feita de sons. Certo. Todas as melodias, todas as músicas escritas até hoje foram feitas com 12 sons. Ei, mas as notas musicais não são sete? Sim, são sete: dó, ré, mi, fá, sol, lá, si. Mas se você olhar no teclado do piano, verá que entre estas sete notas existem outras 5, as chamadas "teclas pretas". Eu sei o quanto é difícil para estudantes na área de humanas, mas, com o auxílio de um computador, temos que 7 + 5 = 12. Oh, doze! Isso mesmo, 12 notas.
Agora você deve estar se perguntando: que história é essa de 12 sons se o piano tem 88 teclas? É verdade.
O caso é o seguinte: os sons se repetem a cada 12. Usando como exemplo o teclado de um piano, veja que as teclas estão dispostas de maneira uniforme. Se pressionarmos uma tecla ao acaso, ouviremos um som. Seguindo essa tecla, pressionando a que fica à sua esquerda (seja branca ou preta) temos outro som. Repetindo esse movimento 11 vezes, a décima segunda nota será igual àquela primeira. Igual não, mais aguda.
Podemos desfrutar da música de vários jeitos: intelectualmente,com o corpo e emocionalmente. Ela mexe com todos os nossos sentidos,intelectualmente é quando você presta atenção na composição da música ,com o corpo você interage mexendo o seu corpo no ritmo da música e emocionalmente é quando mexe com a sua emoção,faz você chorar ou rir depende da melodia que você vai estar ouvindo.
segunda-feira, 21 de março de 2011
O que é Arte Postal?!
A Arte Postal é uma tendência artística originada e formalmente estabelecida em 1968 por Ray Johnson e sua Escola de Arte por Correspondência. O movimento consiste em trocar mensagens criativas utilizando o sistema de correios para a veiculação.
É um meio livre, onde todo tipo de imagens, ícones, pinturas, desenhos, carimbos, adesivos, envelopes, colagens ou composições são permitidos. É praticada por artistas, pintores, desenhistas, ilustradores, arquitetos, poetas, escritores – enfim, pessoas de todas as atividades.
Esta arte tem encurtado as distâncias entre povos e países, proporcionando exposições e intercâmbios com grande facilidade, onde não há julgamentos nem premiações dos trabalhos, diferentemente dos salões e bienais. Na Arte Postal, a arte retoma funções como a informação, o protesto e a denúncia.
É um meio livre, onde todo tipo de imagens, ícones, pinturas, desenhos, carimbos, adesivos, envelopes, colagens ou composições são permitidos. É praticada por artistas, pintores, desenhistas, ilustradores, arquitetos, poetas, escritores – enfim, pessoas de todas as atividades.
Esta arte tem encurtado as distâncias entre povos e países, proporcionando exposições e intercâmbios com grande facilidade, onde não há julgamentos nem premiações dos trabalhos, diferentemente dos salões e bienais. Na Arte Postal, a arte retoma funções como a informação, o protesto e a denúncia.
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